Joanna de Ângelis
A problemática da felicidade encontra solução eficaz no comportamento íntimo do indivíduo em relação à vida.
Por que transferir para o futuro o momento de ser feliz,quando se pensa em conseguir determinados valores,que possivelmente não lograrão completar o quadro de harmonia e ventura pessoal?
Pode-se e deve-se ser feliz em cada instante,pois tal conquista procede do estado de espírito e não dos recursos materiais amealhados de que se pode dispor.
O dinheiro soluciona alguns problemas;projeta a personalidade;promove socialmente o indivíduo,mas não resolve as situações interiores,nas quais estão as bases da harmonia como do desequilíbrio.
É necessário valorizar-se o que realmente pode proporcionar a felicidade e não os seus acessórios. Digamos,então,que esta é um estado mental,variando de pessoa para pessoa,conforme o seu grau de evolução,portanto,a sua aspiração maior.
As conquistas materiais não dispõem do poder de fazer as criaturas felizes. Podem diminuir-lhes a aflição,atender a algumas necessidades,minorar amarguras,gerar bem-estar e conforto…
Esperando-se conseguir o beneplácito da felicidade,mediante as dádivas da cornucópia da fortuna,por exemplo,perdem-se muitos instantes felizes que dificilmente retornarão.
Essa felicidade dourada,sem preocupações,ociosa,não existe;é miragem que se dilui ante a realidade.
Podes conseguir o estado mental de felicidade permanente,crendo que ela é propiciada pelo amor a Deus,que a deposita no escrínio dos teus sentimentos,a fim de que aí a desdobres,brindando às demais pessoas.
Assim,não obstante as mudanças e circunstâncias em que te encontres,alterando o ritmo dos assuntos e acontecimentos externos,ela permanecerá contigo,porque está em ti.
O vendaval das paixões não a expulsa;
a frialdade do abandono não a empalidece;
o granizo da ofensa não a fere;
o ouro das ambições não a entorpece;
o fogo das lutas cruzadas não a atinge.
Ela permanece serena,e qual chama abençoada,com a sua luz aponta o caminho seguro a seguir aclamando as ansiedades do coração.
A felicidade plena e compensadora não é deste mundo. No entanto,germina e se desenvolve enquanto o Espírito avança pela estrada reencarnacionista,graças às ações desenvolvidas e ao comportamento mantido.
Reservada para o “reino dos céus”,é indispensável que o homem lhe conduza as matrizes íntimas mediante as quais se desvela no momento oportuno.
Psicografia de Divaldo P. Franco –Momentos de Esperança















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